Alimentação no Primeiro Ano de Vida

A alimentação infantil, principalmente no 1º ano de vida, sofre, em nosso meio, influências de modismos, falsos conceitos e costumes que dificultam e até encarecem sua aplicação prática. Hoje em dia, pode-se preparar um cardápio que satisfaça as necessidades nutricionais da criança, levando em conta requisitos básicos como aceitação, disponibilidade, custo e padrão cultural da família.

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Para que uma alimentação seja normal, ela deverá obedeça 4 leis:
  • Lei da Quantidade: o alimento deve ser o suficiente para oferecer energia para a fisiologia normal do organismo. É o chamado “livre demanda”.

  • Lei da Qualidade: o alimento deve ser completo na composição de seus nutrientes.

  • Lei da Harmonia: o alimento deve ser equilibrado, ou seja, os nutrientes devem possuir quantidades proporcionais.

  • Lei da Adequação: o alimento deve respeitar a fisiologia e a etapa evolutiva do desenvolvimento da criança, bem como as condições sócio-econômicas de sua família.

Criança de 0 a 6 Meses:

O leite materno é o único alimento insubstituível no primeiro ano de vida devido suas propriedades nutritivas, de defesa contra infecções, pureza bacteriológica e proteção contra doenças a curto e longo prazo. Além de ser o melhor alimento do ponto de vista nutricional, o aleitamento ao seio tem importância psicológica aumentando a ligação mãe e filho.

O leite materno deve ser oferecido em livre demanda. No primeiro mês, o recém-nascido ainda não estabeleceu horário das mamadas e isto só ocorrerá por volta do segundo ou terceiro mês, com horário de 3/3 ou 4/4 horas. Esta freqüência deverá ser mantida até o 6º mês de idade.

É desaconselhável oferta de água, chás, sucos, vitaminas, mingaus ou papas.

Criança de 6 a 12 Meses:

O aleitamento materno deve ser mantido, em horário livre, geralmente 4 – 5 mamadas ao dia.

Na ausência absoluta do leite materno, deve-se manter pelo menos 4 mamadeiras com volume de 200 – 240 ml.

Com seis meses deve-se iniciar a mistura múltipla ou a famosa “papinha salgada”, inicialmente apenas na hora do almoço. Esta mistura deverá conter cereal ou tubérculo + hortaliças + leguminosas + óleo + proteína animal, todos bem cozidos. Oferecer também suco + fruta (dar preferência aos sucos naturais e frutas da estação).

Aos 7 meses inicia a oferta de gema de ovo e por volta do 8º mês acrescenta-se a 2ª refeição de sal.

Aos 10 meses deve-se oferecer pão e biscoito dando início ao exercício da mastigação para que, com 12 meses a criança participe das refeições em conjunto com a família.

Os componentes da mistura são:
  • Cereal – arroz, milho, fubá, trigo;

  • Tubérculo – mandioca, cará, inhame, batata, batata-doce;

  • Hortaliças – abóbora, cenoura, couve, abobrinha, berinjela, vagem, nabo, aipo, quiabo, chuchu, pepino;

  • Leguminosas – feijão, soja, lentilha, ervilha, grão de bico;

  • Proteína animal – carne de boi, peixe, aves, caça, vísceras, ovos.

Lembramos que nas situações em que a mãe está de Licença Maternidade haverá algumas alterações nesta dieta, sempre em concordância com o pediatra da criança se adaptando aos novos horários da mamãe após retorno às suas atividades profissionais. Respeitando está seqüência, a alimentação será suficiente, completa, equilibrada e adequada proporcionando saúde aos pequeninos.

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