O QUE É AUTISMO?

 

Mas afinal, o que é o Autismo?

 

O Autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou ainda Transtorno Global do Desenvolvimento é um transtorno que acomete uma a cada 100 crianças e é caracterizado por um conjunto de sintomas  de intensidades variadas, que compromete principalmente a capacidade de sociabilização do indivíduo.

 

Principais características do Austista

 

 

O autista, de maneira geral, se mostra como uma pessoa com dificuldades em relacionamentos sociais. Isso significa que ele não interage com o ambiente, não faz contato visual, e normalmente se sente bem e seguro com uma vida regrada.

 

Logo nos primeiros contatos com a mãe durante a amamentação, por exemplo, o autista não olha para ela, bem como demonstra que ficar no colo não é uma situação que lhe traz prazer. Usualmente, eles não gostam muito de contato físico, e quando pedimos um beijo, por exemplo, eles geralmente oferecem a testa para ser beijada.  

 

Observa-se com muita frequência que os autistas gostam muito de uma vida com rotina. Roupas e móveis sempre no mesmo lugar, usar sempre o mesmo prato e copo, sentar-se sempre no mesmo lugar à mesa, são situações que lhes trazem segurança e conforto.

 

O autista também é transliteral, isso significa que devemos ter cuidado com o que falamos a ele, pois se dissermos que ele está “careca de saber algo” por exemplo, ele irá correr ao espelho pra ver se está realmente careca. Na mesma medida, ele é incapaz de mentir, não tem malícia e nem compreende a lógica de uma piada infame. Portanto, a linguagem dirigida ao autista deve ser simples para ser de fácil compreensão. Ainda na área da comunicação, o autista não faz leitura fisionômica, por isso se estivermos feliz com ele, devemos dizer isso a ele, porque sorrir não fará com que ele compreenda isso.

 

Nos casos mais severos, em que o autista não possui capacidade de comunicação verbal, ele se fará entender principalmente levando a pessoa até o objeto de desejo, por exemplo, levando a mãe até o filtro de água, para demonstrar que está com sede.

 

Sua interação com brinquedos também é bastante atípica. É comum que, ao brincar de carrinho, ele o vire com as rodas para cima e brinque apenas de girar (movimentos  giratórios fazem parte de suas predileções, inclusive muitos deles adoram brincar de rodar em torno de si mesmos).

 

Muitos autistas também apresentam o que chamamos de estereotipia alimentar, ou seja, tem predileção por dois ou três tipos de alimento e não comem outra coisa, se fazendo necessário muita intervenção terapêutica para mudar essa característica.

 

Com relação a ruídos, é sabido que eles são bastante sensíveis à isso, procurando se esquivar de tudo o que for barulhento. Situação comum é que durante o usual  “Parabéns a você!” nas festas de aniversário, alguns deles se escondem em baixo da mesa e acabam derrubando tudo, causando um grande transtorno à festa.

 

 

Vale reforçar que cada característica, como as acima listadas, são variáveis e devemos olhar para o autista de maneira ampla, de forma a identificar não apenas um, mas diversos sintomas, para que tenhamos um diagnóstico fechado.

 

 

Graus de variação do autismo

 

A maior dificuldade em se fechar um diagnóstico de autismo está, justamente, na diferença de manifestações dos sintomas. Entre o autista leve e o severo, temos um número enorme de variações de sintomas, em diferentes intensidades, que transformam cada autista em único.

 

Tanto é considerado como autista o paciente severo, que não fala, não aprende a ler nem escrever e às vezes nem aprende a fazer sua higiene pessoal, como também os autistas denominados como “asperger”, ou autista funcional, que pode ser um expert em matemática ou física, que é hiperléxico (aprende a ler sozinho) e tem desempenho cognitivo muito além da média. Sendo que em todos os casos há dificuldade de sociabilização.

 

 

 

 

O autismo no decorrer dos anos

 

Uma das mais freqüentes perguntas que escutamos no consultório é: Porque atualmente temos tantos autistas e antigamente isso não ocorria?

Na verdade, sempre tivemos autistas. Entretanto, apenas os severos eram diagnosticados. Como exemplo, temos o menino, personagem do filme “Meu filho meu mundo” (1979), que permanecia a amior parte do tempo sentado no chão balançando o corpo e os braços em movimentos repetitivos.

Na década de 70, e ainda por muito tempo depois, autistas eram apenas os severos, com comprometimentos motores, na fala e escrita.  Hoje temos muito mais informações sobre o assunto, o que nos ajudou a concluir que as crianças que, na década de 70, 80 eram estereotipadas como mimadas, mal educadas e estranhas, eram na verdade autistas, sendo estigmatizadas por causa da falta de conhecimento especializado, para se ter um diagnóstico correto.

 

Muitos diziam: “É mimado! Se a mãe não fizer o que ele quer, ele se morde bate com a cabeça na parede e todo mundo sai fazendo o que ele quer! Ele entra em casa e não cumprimenta as pessoas”. Na maioria dos casos, essa criança era vista como alguém que não fora educado para conversar e principalmente como a criança esquisita, que não era capaz de olhar para os pais quando recebia uma bronca, ou que durante uma brincadeira na escola, não conseguia interagir com os demais nem fazer novas amizades.

 

Todas essas questões, na verdade, indicavam que essa criança era autista, porém não diagnosticada. Por isso podemos afirmar que o número de autistas não aumentou, o que aumentou foi o conhecimento do que é o autismo.

 

O que sabemos é que, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficaz é a estimulação específica para o paciente. Por isso, vale uma observação mais atenta ao paciente, desde sua infância. São muitos os sintomas que um autista pode ter ou não, por isso somente uma equipe multidisciplinar e treinada pode fechar o diagnostico.

 

O mais importante é que em caso de dúvida procure ajuda especializada o quanto antes, pois quanto mais cedo o diagnóstico for fechado e mais cedo iniciar a intervenção terapêutica, melhores  serão os resultados cognitivos do tratamento.

 

 

 

 

 

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