LIDANDO COM ALZHEIMER


Hoje meu texto será muito mais um relato de caso, porque falar de Alzheimer para mim é muito significativo, envolve muitas emoções pois há cerca de dois anos meu pai hoje com 80 anos foi diagnosticado com a doença.

Nossa desconfiança familiar começou com os primeiros lapsos de memória sobre refeições realizadas durante o dia, e a falta de reconhecimento de atividades corriqueiras como mexer no computador ou caminhos que estava habituado a fazer.

A Demência de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, de causa idiopática, ou seja, não existe uma causa específica da doença, em que o primeiro sintoma é a perda de memória recente. O paciente pode recordar de momentos que aconteceram na sua história de vida, mas não consegue lembrar-se de situações que ocorreram no dia a dia.

O diagnóstico de Alzheimer não é preciso e pode causar muita confusão no início. Não existe um exame específico que traga um resultado positivo ou negativo para a doença, são através de testes cognitivos, atividades de coordenação, testes psicológicos e exame físico. É com uma análise completa de todos esses exames que se realiza o "diagnóstico diferencial" - nele, eliminam-se outras possibilidades de doenças para aí então concluir que é Alzheimer.

A partir do diagnóstico se inicia uma série de tratamentos para a doença, incluindo o farmacológico com as atividades que estimulam a capacidade cognitiva, física e social. Sempre que falamos em equipe multidisciplinar o mais importante é tentar envolver o maior número de profissionais possíveis como: Neurologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas. Cada área consegue, de maneira única, realizar sua contribuição.

O apoio da família do paciente é fundamental pois se trata de um distúrbio do sistema nervoso central, degenerativo e irreversível, levando à piora de funções cognitivas e funcionais, logo, os tratamentos em diversas áreas de atuação podem garantir uma melhoria na qualidade de vida.

Lembro que no comecinho das nossas percepções, achávamos graça das confusões de memória, e toda a capacidade da minha família de ver como uma parte leve da nossa vida tem ajudado meu pai a participar de maneira positiva das nossas realizações. Nunca foi um peso e sim adaptações a nossa nova realidade, aprendendo que na vida tudo se transforma.....só depende de nós.

Ft. Fernanda Nardez Sirol Geraldini

CREFITO 23543-F

Coordenadora da Fisioterapia do HMAS

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