FIBROMIALGIA - UM DOS TEMAS DO FEVEREIRO ROXO

February 27, 2019

 

A fibromialgia (FM) é uma síndrome (conjunto de sintomas e sinais) crônica que se
caracteriza por dor musculoesquelética difusa, cansaço, sono não reparador entre outros
sintomas.

 

Bastante comum, acomete mais as mulheres e pacientes com outras doenças crônicas
podem ter a FM associada.

 

É uma síndrome em que o sistema nervoso central responde de modo anormal aos
estímulos periféricos (dor, calor, estímulo elétrico da pele, ruídos, etc.) e isso causa dor
amplificada. De uma maneira simplista, o cérebro perde a capacidade de controlar a dor e ela
se perpetua, mesmo com a cessação dos estímulos periféricos.

 

A dor, generalizada e crônica, envolve o tronco e os membros. O paciente se levanta
mais cansado do que quando se deitou. Isso leva à indisposição para a realização das tarefas
do dia a dia e as profissionais, com cansaço e exaustão fácil.

 

Também ocorrem outros sintomas, como distúrbios intestinais (intestino irritável),
cistite, dor pélvica crônica, cefaleia, disfunção das ATM (articulação têmporo mandibular).

 

Associam-se, também, distúrbios do humor: depressão, ansiedade, síndrome do
pânico, transtornos obsessivos compulsivos.

 

Desta forma, há um comprometimento do estado de saúde, da capacidade para o
trabalho que resulta na menor produtividade, desinteresse pelo lazer, sexo, levando a uma má
qualidade de vida.

 

Não se encontram alterações nos exames laboratoriais e nos de imagem. O diagnóstico
se baseia na presença da dor generalizada que já ocorra há pelo menos três meses, e nos
outros sintomas.

 

A dor difusa (generalizada) é essencial para o diagnóstico de pacientes com suspeita de
FM.

 

O tratamento é não farmacológico e farmacológico. Com relação ao primeiro, destaca-
se:

 

- A educação do paciente e dos que estão a sua volta, permitindo conhecer as nuances da
doença, entendendo que uma pessoa com bom estado geral, pode realmente estar sentindo
todos os sintomas de que se queixa;

 

- Os exercícios físicos que podem determinar, em médio prazo, o melhor controle dos
sintomas, sendo essenciais para o tratamento;

 

- Os cuidados com os aspectos emocionais devem ser sempre levados em conta, sendo que
técnicas psicológicas podem e devem ser aplicadas.

 

O tratamento farmacológico é diversificado, pois não há até o momento uma
medicação específica. São usados antidepressivos, os medicamentos para dor crônica, os
analgésicos opióides fracos, os relaxantes musculares de ação central e os indutores do sono.

 

Vale destacar que, apesar de resultados ainda conflitantes, a acupuntura tem sido
indicada. São limitadas as evidências de eficácia da quiropatia e da massagem.

 

Enfim, o tratamento é multiprofissional, com médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas,
educadores físicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dr. Sergio Luiz Martin Nardy  

Reumatologista

CRM 29.657

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