Desnutrição Hospitalar, vamos mudar este cenário!

Você sabia que 1 em cada 3 pacientes internados sofre com a desnutrição? A desnutrição é definida como um desequilíbrio metabólico causado pelo aumento da necessidade calórico-proteica, inadequado consumo de nutrientes e alterações da composição corporal e das funções fisiológicas. A taxa de desnutrição varia entre 20 e 50% em adultos hospitalizados e durante a hospitalização, esta condição piora progressivamente principalmente em idosos e pacientes críticos.

No âmbito hospitalar, a desnutrição, desde sua identificação nas décadas de 70, preocupa os profissionais da saúde, visto que prejudica a função imune, perda de massa magra, interferindo na susceptibilidade às infecções, cicatrização, resposta inflamatória, aumenta o risco de mortalidade em doenças agudas e crônicas. Também havendo o risco de complicações pós-operatórias e tempo maior de internação.


A desnutrição causa um impacto negativo na saúde do indivíduo de forma geral. O corpo desnutrido fala e senti. Obviamente, a falta de nutrientes acarreta uma série de problemas. Quanto mais grave o caso, mais graves serão as repercussões no organismo, podendo ser irreversíveis.

Além disso, a desnutrição também interfere: ✔ Na pele, que fica com aspecto seco, enrugado e descamando; ✔ No cabelo, que fica quebradiço e pode perder a cor; ✔ Na unha, que fica quebradiça, fraca e escamando; ✔ No comportamento, a pessoa fica apática, podendo desenvolver depressão; ✔ No sangue, as alterações podem causar, por exemplo, anemia; ✔ No sistema nervoso, prejudicando os estímulos nervosos e a integridade dos neurônios; ✔ Nos ossos, interferindo na formação; ✔ No sistema imunológico, diminuindo a defesa do corpo contra infecções; ✔ Nos demais sistemas, provocando alterações nos órgãos vitais ao corpo.


As crianças e idosos são mais vulneráveis, e podem sofrer mais com os efeitos da desnutrição. No caso das crianças, é importante ressaltar que esse é um período de desenvolvimento físico e mental, ou seja, a desnutrição nessa fase de vida pode comprometer, e muito, o futuro adulto. Ao observar sintomas como cansaço, falta de energia, irritabilidade, falta de concentração, diminuição da temperatura corporal, demora na cicatrização de feridas, dificuldade para se recuperar de infecções e diarreia permanente, fique atento! A presença de um ou mais sintomas podem estar correlacionados à desnutrição.


O diagnóstico de desnutrição envolve a avaliação clínica, nutricional e bioquímica do paciente. Sendo assim, para obter tal diagnóstico é necessário o parecer de uma equipe multidisciplinar. Quanto mais precoce a detecção de pacientes mal nutridos, ou em risco de desnutrição, for realizada, maior será o benefício da Terapia Nutricional. Portanto, o rastreio nutricional pode contribuir com a melhora na evolução clínica dos pacientes, reduzindo substancialmente, a estadia nos hospitais e consequentemente, os custos.


Vamos mudar este cenário!


Logo, sendo grande a interferência da alimentação, seja ela oral, enteral ou mesmo parenteral, no processo saúde-doença, o tratamento realizado pelo Nutricionista é essencial para evolução positiva do paciente e este deve ser rigoroso em suas etapas, monitorado e de forma a não prejudicar o paciente.





















Dra. Ivy Albaladejo Especialista em Nutrição Clínica e Terapêutica Nutricional CRN -3 - 6800

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