ESPECIAL - MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AUTISMO - ARTIGO 2 (Psicologia e Terapia Ocupacional)

April 9, 2019

(Esse é o segundo artigo, de vários, que vão compor uma revista online especial sobre o Abril Azul Claro - Mês de Conscientização Sobre Autismo. Ao final das publicações disponibilizaremos um PDF da revista para ser acessado online ou através de download. Acompanhe, compartilhe e dê sua opinião através dos comentários. Leia aqui o primeiro artigo )

 

 

 

A contribuição da Psicologia no diagnóstico e tratamento de TEA


A Psicologia tem papel fundamental no acompanhamento de pessoas com TEA (transtorno do espectro autista), seja no diagnóstico, no processo psicoterapêutico, ou no apoio à família.
 

Num primeiro momento, através da avaliação, o psicólogo (profissional conhecedor dos processos mentais e do comportamento humano) identifica o desenvolvimento não típico de uma criança ou de um indivíduo e, junto com a equipe multidisciplinar, contribui para um diagnóstico adequado. No entanto, seu olhar não se restringe apenas a identificar ou não um transtorno, mas observar naquela criança o que a torna um ser único, individual, que possui suas próprias características, suas dificuldades e desafios, e principalmente suas habilidades e
potencialidades. Aspectos estes, de fundamental importância para seu desenvolvimento e interação com seu meio social.

 

Além disso, o psicólogo também direciona seu olhar à família que, desde o momento de uma hipótese diagnóstica, pode apresentar dúvidas, inseguranças e receios acompanhados da alteração da rotina normal, passando a conhecer novos termos técnicos entre outras questões sobre portadores de TEA. Enfim, um olhar à família, que precisa ser ouvida, acolhida, e orientada. Família esta que tem muito a aprender, mas principalmente, já tem muito a ensinar.

 

Saber lidar com uma criança com TEA não é uma tarefa fácil para as famílias, principalmente
para os pais. Com o desejo de ajudá-los, a orientação e o treinamento aos familiares tornam-se
muito importantes na atuação do psicólogo. O trabalho é colaborativo e psicoeducativo, possibilitando aos pais enxergarem as habilidades, desejos e sentimentos de seus filhos, que
devem ser desenvolvidos e respeitados. Os pais acabam tendo maior influência sobre o
desenvolvimento dos filhos, já que são as pessoas que estão em contato contínuo com eles.

 

Precisamos entender que os portadores de autismo também são pessoas que têm sentimentos e necessidades. Gosto de pensar que todos nós temos habilidades e com eles isso não é diferente. Procuraremos ajudá-los e não controlá-los, sempre com empatia e a esperança de criar um ambiente melhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Psicólogo – Erik Yuske Kobayashi
CRP: 06/ 135436
Psicóloga – Glaucia Gabriela Bagatin Venancio
CRP: 06/87339

 

 

Contribuição da Terapia Ocupacional (TEA)

 

Os terapeutas ocupacionais trabalham para promover, manter e desenvolver as habilidades necessárias para que as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sejam funcionais nos ambientes em que participam. A participação ativa dessas crianças nos seus ambientes de vida promove independência, autonomia, aprendizagem e interação social.


A terapia ocupacional também contribui para desenvolver habilidades para a escrita, motoras (fina e grossa), cognitivas (atenção e concentração), habilidades da vida diária (alimentação, vestuário e higiene) e consciência corporal.

 

Outro papel muito importante do terapeuta é avaliar e intervir nos distúrbios do processamento sensorial da criança, uma abordagem muito conhecida, chamada integração sensorial. Esta abordagem visa melhorar a capacidade do cérebro de processar informações sensoriais para  que a criança funcione melhor nos ambientes em que vive, dando a resposta adequada durante a execução de suas atividades diárias.


O trabalho conjunto entre família e escola é de suma importância, pois é com a família que se inicia a construção dos hábitos, a formação e a estruturação de um ambiente confortável para experiencias sensoriais, cognitivas e motoras. Essas experiências poderão ser decisivas no desenvolvimento dessas pessoas, portanto o Terapeuta Ocupacional pode contribuir muito neste processo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

​Leda Maria Horta Lupori
Terapeuta Ocupacional
Crefito: 10843

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