ESPECIAL - MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AUTISMO - ARTIGO 3 (Psiquiatria e TEA).

April 16, 2019

(Esse é o terceiro artigo, de vários, que vão compor uma revista online especial sobre o Abril Azul Claro - Mês de Conscientização Sobre Autismo. Ao final das publicações disponibilizaremos um PDF da revista para ser acessado online ou através de download. Acompanhe, compartilhe e dê sua opinião através dos comentários. Leia aqui o primeiro artigo )

 

 

Os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) referem-se a um grupo de transtornos caracterizados por um espectro compartilhado de prejuízos na interação social, associados a comportamentos repetitivos e interesses restritos. Trata-se de um transtorno do desenvolvimento neurológico, e deve estar presente desde o nascimento ou começo da infância, mas pode não ser detectado antes, por conta das demandas sociais mínimas, além disso, há uma grande heterogeneidade na apresentação e grau de prejuízos. Crianças com TEA
já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando você chama. No primeiro ano de vida, demonstram mais interesse nos objetos do que nas pessoas e, quando os pais fazem brincadeiras de esconder, sorrir, podem não demonstrar muita reação. Aproximadamente 60-70% têm algum nível de deficiência intelectual, enquanto que os indivíduos com autismo leve, apresentam faixa normal de inteligência e cerca de 10 % dos indivíduos com autismo têm excelentes habilidades intelectuais para a sua idade


O diagnóstico é clínico, feito através de observação do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. O acompanhamento deve ser interdisciplinar, e o uso de medicamentos é restrito aos sintomas, não havendo tratamento específico. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico, visto que os estímulos adequados se iniciam antes e devem beneficiar o desenvolvimento.

 

Resumo dos Critérios diagnósticos (DSM-V): Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas das seguintes maneiras : déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social, falta de reciprocidade social, incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras: comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns; excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamentos: interesses restritos, fixos e intensos. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dra. Camila Nicolucci

Psiquiatra

CRM 143749

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