ESPECIAL - MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AUTISMO - ARTIGO 6 (Entrevista).

April 30, 2019

(Esse é o sexto e último artigo, de vários, que compõem uma revista online especial sobre o Abril Azul Claro - Mês de Conscientização Sobre Autismo. Visualize a revista completa em PDF . Acompanhe, compartilhe e dê sua opinião através dos comentários).

 

 

Entrevista com Aline Fernandes (Mãe do Theo, portador de TEA)

 

Bom dia Aline, nós do Hospital e Maternidade Albert Sabin queremos primeiramente agradecê-la pela oportunidade de compartilhar conosco um pouco da sua história e do seu filho e através dela nos possibilitar conhecer um pouco da caminhada dos pais de crianças com autismo.

 

Qual foi o seu primeiro pensamento quando descobriu que seu filho é autista?

O primeiro pensamento foi: E agora?
Receber um diagnóstico como esse é como se alguém tivesse tirado seu filho de você e substituído por uma outra criança que você não conhece. É como se todos os sonhos e planos realizados desde a gestação simplesmente tivessem desaparecido, deixando no lugar uma grande incerteza sobre o futuro. Nosso período de “luto” passou rápido e logo começamos a investir em tratamentos, terapias, estudar sobre o que há de mais atual nesses casos, buscar apoio em grupos de pais e páginas nas redes sociais de pessoas que passaram pelo que estávamos passando, e percebemos como é importante olhar para nosso filho e resgatar os sonho que tínhamos pra ele, porém com uma expectativa menor, com algumas adaptações e muito amor, aquele mesmo amor que sentíamos antes mesmo dele nascer, porém em proporções absurdamente maiores.

 

Quais as maiores dificuldades que vocês encontram nessa caminhada?
Acredito que ainda terei muitas dificuldades pelo caminho, pois meu filho tem apenas 4 anos, mas hoje, sinto muita dificuldade em compreendê-lo 100% do tempo, já que ele é não verbal (não fala). Tenho dúvidas quando ele tem dor, fome, calor, frio... meu instinto materno consegue decifrar bem seus choros, olhares, manhas, vontades, mas por vezes me pego no desespero de já ter esgotado as possibilidades e ainda não ter acertado o que ele precisa.
Outra grande dificuldade é quanto a educação, percebo que os professores ainda não estão preparados para receber alunos autistas, que muitas escolas ainda não oferecem a condição mínima para um autista estar na sala de aula e ainda se opõem quando a família quer colocar uma pessoa de fora para realizar esse trabalho. Hoje, depois de 2 tentativas frustradas, encontramos uma escola aberta e uma professora engajada, que mesmo sem tanto conhecimento e experiência olha para o meu filho como um grande desafio e meta a ser alcançada, aprendendo e melhorando a cada dia.

 

De que forma as pessoas podem ajudar seu filho? O que você gostaria que elas soubessem sobre ele?
Gostaria que as pessoas o vissem como uma criança comum, apenas com uma condição diferente. Meu filho é inteligente e muito capaz, só precisa percorrer um caminho diferente para poder aprender. Gostaria que todos tivessem o olhar de uma criança, com simplicidade, sem maldade, sem preconceito. Hoje pela manhã, quando fui deixá-lo na escola e acenei “tchau” com a mão e ele não respondeu, a amiguinha do lado pegou a mão dele e respondeu meu aceno, dizendo “tchau mamãe”! A atitude daquela criança me deixou tão emocionada e tenho certeza que para ela foi natural. Espero que a humanidade não acabe com essa simplicidade.

 

 

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