Influenza - Um panorama médico geral.

May 16, 2019

 

A gripe, sintomas e complicações. A gripe (Influenza) é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão entre as pessoas. O quadro clínico caracteriza-se por febre, sintomas respiratórios (rinorréia-secreção nasal clara, obstrução nasal, dor de garganta, rouquidão e tosse) e sintomas sistêmicos (mal-estar, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo e/ou nas articulações). As queixas respiratórias tornam-se mais evidentes com a progressão da doença. A evolução da gripe geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Em alguns casos podem ocorrer complicações decorrentes da gripe, sendo as mais comuns: pneumonia bacteriana, sinusite, otite, desidratação, piora de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, asma ou diabetes. A gripe pode evoluir com maior gravidade, principalmente em algumas pessoas com fatores de risco, levando à síndrome respiratória aguda grave, com falta de ar e desconforto respiratório e até ao óbito. E quem são estas pessoas com maior risco de apresentar estas complicações?

As incluídas nos seguintes grupos: pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas com obesidade importante (especialmente com índice de massa corpórea > 40) e pessoas com doenças crônicas (como: diabetes, doenças do rim, do coração-exceto hipertensão arterial, do fígado, do pulmão, hematológicas ou com imunodeficiência).


O vírus Influenza e sua transmissão. Existem três tipos de vírus influenza/gripe que circulam no Brasil: A, B e C. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. A gripe A(H1N1) atualmente circulante foi a que causou a pandemia em 2009 e circula desde então. Dentre os subtipos de vírus influenza A, atualmente os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos.

A influenza pode ocorrer durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno. A transmissão direta de pessoa a pessoa é mais comum e ocorre por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado com o vírus influenza ao falar, espirrar e tossir. Também pode ocorrer transmissão pelo modo indireto, ou seja, por meio do contato das nossas mãos com superfícies contaminadas pelas secreções de outros doentes (como as maçanetas, mesas, celulares, copos, entre outros). Nesse caso, nossas mãos contaminadas são o principal meio de transmissão ao propiciarem a introdução do vírus da gripe/influenza diretamente nas nossas mucosas (olhos, nariz e boca).

 

Imunidade e vacinação. A imunidade (proteção) aos vírus influenza é adquirida a partir da infecção natural (quando ficamos gripados) ou por meio de vacinação anual. O vírus evolui continuamente, possibilitando que as pessoas se infectem várias vezes durante a vida. Assim, os componentes da vacina anual são revisados frequentemente para assegurar a efetividade da vacina. A melhor maneira de se prevenir contra a doença é vacinar-se anualmente. A vacinação na rede pública é indicada para: indivíduos com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e professores das escolas públicas e privadas. Todas as pessoas com maior de risco de complicações, descritas inicialmente, devem se vacinar anualmente para se proteger. Na rede privada a vacina pode ter sua indicação ampliada a outros grupos. Na rede pública a vacina contra influenza é trivalente, ou seja, protege contra 3 cepas de vírus influenza: A(H1N1), A(H3N2) e B/Victoria. A vacina disponível na rede privada é tetravalente, protegendo contra estes 3 mesmos vírus influenza, somado ao B/linhagem Yamagata. Contra indicações: presença de febre (recomenda-se adiar a vacinação); história de alergia grave ao ovo deve ser
avaliada caso a caso. Esta vacina não é contra indicada para imunodeprimidos.


Ficou com mais dúvidas ou curiosidade? Em época de fake news é fundamental conhecermos fontes confiáveis de informações. Sugiro: “Mitos e verdades sobre a gripe (influenza)” e “Recomendações para prevenção e controle”, incluindo orientações sobre etiqueta respiratória, nas páginas do site do Ministério da Saúde:

 

link 1  e link 2

 

Proteja você e os próximos por meio de lavagem das mãos, etiqueta
respiratória e vacinação!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Renata D'Avila Couto
Infectologista
Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde 

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