Transtorno do Espectro Autista e o Papel do Otorrinolaringologista

June 13, 2019

 

 

Algumas considerações sobre o papel do Otorrinolaringologista na detecção e diagnóstico precoce no TEA.

Como a prevalência do TEA continua a aumentar, a conscientização e compreensão deste diagnóstico são fundamentais para o Otorrino assim como para o Pediatra. 

O TEA é uma deficiência vitalícia que acomete o paciente de ORL (otorrinolaringologia) em todas as idades. 
Os pacientes com TEA têm uma incidência ligeiramente maior de morbidade no âmbito da ORL, incluindo distúrbios do sono, alergias alimentares, eczema e asma. 
O uso de estratégias de comunicação eficazes, criando um ambiente de cuidado centrado no paciente, e a conscientização das potenciais morbidades irá melhorar a relação entre equipe médica, pais (cuidadores) e o próprio paciente, facilitando  a qualidade do atendimento e do diagnóstico.
                
Reconhecimento de sinais de alerta para TEA.
É importante que os Otorrinolaringologistas sejam capazes de reconhecer
as sinais de alerta  para o TEA, 
a fim de ajudar com o diagnóstico  e a sua intervenção precoce.
As crianças com deficiência auditiva ou atraso de linguagem devem  ser encaminhadas  primeiro para o Otorrinolaringologista para uma avaliação, onde será examinada e solicitados os exames específicos necessários. 

Os pais, quando perguntados, muitas vezes admitem ter preocupações com questões de desenvolvimento ou sociabilidade da criança. 
Esta é uma oportunidade para começar uma conversa acerca destas preocupações. 
A lista de sinais de alerta , mencionadas a seguir, pode ajudar na triagem precoce. 

Sinais de alerta a serem considerados para o diagnóstico de TEA:
• Falta de grandes sorrisos ou outras expressões calorosas, alegres aos seis
meses.
• Sem compartilhamento de vai-e-vem de sons, sorrisos ou outras expressões faciais aos nove meses.
• Sem balbucio aos 12 meses.
• Nenhum gesto de vai-e-vem, como apontar, mostrar, alcançar ou acenar
aos 12 meses.
• Nenhuma palavra aos 16
meses.
• Nenhuma frase significativa de duas palavras (sem contar imitação ou repetição) aos 24 meses.
• Qualquer falta da fala, balbucio ou habilidades sociais em qualquer idade. 

Detecção precisa e confiável de qualquer perda auditiva.

As avaliações auditivas precisas e confiáveis,  podem ser um desafio no diagnóstico. 
Muitos pacientes com TEA têm problemas sensoriais, especialmente ao toque, que torna difícil a obtenção de um audiograma. 
O uso de fones de ouvido ou outros dispositivos podem ser difíceis para algumas crianças por qualquer período de tempo durante o teste. 
A hipersensibilidade ao aumento dos volumes, sons alternados ou luzes piscando na cabine de áudio pode se tornar um evento devastador.
Uma parte dos pacientes também pode ser não verbal o que limita as respostas de comunicação. 
A confiabilidade do teste e a precisão também podem ser um desafio. Como as crianças com TEA podem não ter atingido suas metas de desenvolvimento, as técnicas do teste devem ser alteradas. 
Enquanto uma criança com 8 anos de idade sem TEA deve ser capaz de completar a audiometria convencional, uma com TEA pode tolerar somente alguns testes com reforço visual. 
Por isto quando estiver em dúvida da confiabilidade ou com dificuldade objetiva da execução deles, devem ser realizados testes de audiometria de tronco cerebral (BERA), realizados sob sedação ou anestesia geral, para poder estabelecer o diagnóstico auditivo preciso e confiável. 
Destacamos assim o importante papel desenvolvido pelo otorrinolaringologista na equipe multidisciplinar no atendimento global da criança com TEA. 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dr. Francis Gutierrez Q.
CRM 78264.

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