LINFOMA

September 15, 2019

 

Linfoma é o nome que damos ao câncer que se origina nas células do nosso sistema de defesa chamadas linfócitos. A palavra “linfoma” tem origem no latim onde “lympha” significa “água” do sistema linfático (linfa) e no grego “oma” que significa tumor. Até hoje não conhecemos as causas exatas dessa doença.

 

Os linfócitos distribuem-se nos gânglios linfáticos (linfonodos), que quando crescem chamamos de ínguas, no baço, timo, medula óssea e outros locais do corpo humano. Dessa forma a apresentação mais frequente do linfoma é o crescimento de ínguas, na região cervical (pescoço) – mais comum, axilas e região inguinal (virilha). Como existem linfonodos dentro do tórax e do abdome o linfoma também pode iniciar-se nesses locais. Outros sintomas que podem se associar são: febre inexplicada, suor noturno, coceira no corpo sem lesões, perda de apetite e de peso.

 

Dependendo do tipo de célula causadora da doença eles são classificados como linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin, esse o mais frequente. Cada tipo de linfoma cresce num ritmo e responde diferentemente ao tratamento.

 

O diagnóstico depende de uma consulta médica adequada em que o médico colhe o histórico da pessoa, faz um exame físico adequado e solicita exames de sangue e de imagem, mas sempre há a necessidade de se coletar material do tumor que pode ser por uma punção com agulha ou a retirada cirúrgica da íngua acometida, que é em geral o melhor. Hoje o exame de imagem mandatório para a rastreamento do linfoma é o PET-CT, no qual dois exames de diagnóstico por imagem são realizados juntos, o PET e o CT, que são eficientes no rastreamento de lesões do linfoma em todo o corpo. O PET - Tomografia por Emissão de Pósitrons consegue revelar qualquer alteração do metabolismo celular que esteja ocorrendo no corpo da pessoa e a TC - Tomografia Computadorizada, produz imagens detalhadas da anatomia do indivíduo através de uma tecnologia computacional e de recursos de Raios-X.

Os linfomas, de modo geral, são tratáveis, com boas taxas de cura e o tratamento pode envolver diferentes associações de quimioterapia e radioterapia. Na quimioterapia utilizamos medicamentos que pelo sangue chegam aos órgãos afetados e matam as células malignas do linfoma. A radioterapia é um tratamento para uma área do corpo afetada e nela um aparelho bombardeia essa área acometida pela doença com radiação ionizante que não é visível e que também elimina tais células. A irradiação deve ser a mais precisa possível para poupar os tecidos saudáveis próximos do local afetado.

 

Hoje outras formas de tratamento foram incorporadas no tratamento dos linfomas, como terapias alvo e a imunoterapia.

 

 

AUTOR: NEWTON CARLOS POLIMENO

MÉDICO HEMATOLOGISTA – CREMESP 24.817

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