Doença de Alzheimer

February 26, 2020

 

A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum, causando perda de memória e perda das habilidades adquiridas durante a vida. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sofrem deste mal no mundo, e os números irão aumentar cada vez mais, chegando a 75 milhões de pessoas em 2030 e a 150 milhões em 2050. Uma das causas deste aumento é o envelhecimento da população mundial, que é o principal fator de risco para doença. A chance de desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos após os 65 anos de idade. Outras causas importantes para a doença são o sedentarismo, tabagismo, uso abusivo de álcool, depressão, isolamento social, diabetes, alto consumo de açúcar e baixa escolaridade. Quase todos estes fatores de risco aumentaram nos últimos 30 anos e continuarão nesta tendência, levando ao aparecimento de mais casos deste mal. Em 2016 a demência foi a quinta causa de óbito no mundo, atrás apenas de Infarto Cardíaco, Enfisema do Tabagismo, AVC isquêmico e Hemorragia Cerebral.

 

O Brasil é o segundo país do mundo em que apareceram novos casos da doença. Hoje se estima que 1,5 milhões de pessoas vivam com demência no nosso país, esse número devendo chegar a seis milhões em 2050.

 

A doença tem um grande impacto financeiro, pessoal e social, não só na pessoa afligida, mas em todas as pessoas que a cercam. É muito comum o adoecimento de outros membros da família, principalmente os cuidadores diretos e membros mais próximos, que muitas vezes precisam abandonar sua vida profissional e pessoal para dedicarem-se a atender a necessidade de uma pessoa progressivamente incapaz de cuidar-se por si, durante anos. Além disto, há uma diminuição global do número de filhos e fragmentação do núcleo familiar, levando aos cuidados a serem relegados a cuidadores profissionais e clínicas especializadas, aumentando o custo global da doença.

 

A doença de Alzheimer é uma demência até o momento irreversível, sem cura. O melhor tratamento é a PREVENÇÃO. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as melhores medidas para combater a doença são a atividade física regular, dieta balanceada, evitar os excessos de açucares e álcool, cessar o tabagismo. O controle de doenças como hipertensão, diabetes, baixa audição, apnéia do sono, entre outras, também ajuda a diminuir o aparecimento da demência. Educação formal e atividade intelectual constante retardam o aparecimento dos sintomas.

 

Para mais informações sobre a doença, diagnóstico, fatores de risco e de proteção, consulte o Médico Neurologista.

 

 

 

Dra. Marilia Mamprim de Morais - Perin CRM141.081

 

Médica formada pela Faculdade de Medicina de Itajubá- MG, residência em Neurologia pela PUC-Campinas, especialista em Medicina do Sono pelo Instituto do Sono de São Paulo, especialista em Neuroimunologia pela UNIFESP, Mestre em Neuroimunologia pela Universidad Autonoma de Barcelona – Espanha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dr. Paulo Vitor Castro Perin - CRM 133.720

 

Médico formado na Universidade Federal do Paraná, residência em Neurologia pela PUC-Campinas, especialista em Neurologia Geral pela UNIFESP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências:

  • GBD 2016 Dementia Collaborators. Global, regional, and national burden of Alzheimer’s disease and other dementias, 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. Lancet Neurol 2019; 18: 88–106. Published Online November 26, 2018 http://dx.doi.org/10.1016/ S1474-4422(18)30403-4.

  •  

  • https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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