Como a ansiedade pode ser produtiva ao invés de geradora de incertezas.

March 30, 2020

 

 

Há mais de 50 anos um psicólogo estadunidense afirmou que doze pensamentos podem “enlouquecer” um homem.  Um deles, é o que vamos discutir aqui, é o de número quatro, “diante de uma situação assustadora costumo ficar preso a um mesmo pensamento e/ou ficar pensando no que pode acontecer” (Albert Ellis, adaptado).

 

Provavelmente isso já aconteceu a você, e diante do que vivemos nesse momento (pandemia do COVID-19 e distanciamento social) muitos estão com esse pensamento agora. “O que será do país?”, “o que será de mim?”. A mente tenta sempre proteger-se e diante de uma incerteza pensa inúmeras situações e alternativas para se preparar, são infinitas vertentes, então a mente nunca para. São perguntas que nos deixam ansiosos, são as incertezas que nos deixam com medo e apreensivos. Mas será que ficar preso ao pensamento vai ser a melhor solução?

 

Grande parte dos nossos medos são irracionais, ou supervalorizados. Nós iremos sobreviver, desde que sigamos as orientações. Mas o quanto o medo te paralisa? O quanto a ansiedade diminui sua produtividade? O quanto esse tempo está sendo aproveitado para se preparar para um recomeço próximo?

 

Em muitos países onde a neve cobre todas as superfícies, as grandes árvores abdicam de suas frondosas copas, deixando cair folha por folha, até restarem galhos vazios e retorcidos. Quando a neve chega, queima todas as outras plantas, mas as que se resguardaram voltam com muito mais força durante a primavera.

 

A preocupação é como uma cadeira de balanço, nos dá o que fazer, mas não nos leva a lugar algum. Monte uma lista com duas colunas, “o que você pode resolver” e “o que você não pode resolver”, foque então na primeira coluna.

 

Racionalize, se pergunte, o que passa pela sua cabeça é tão catastrófico? Se, por mais difícil que pareça nesse momento, é possível erguer-se novamente? Nesse momento, vale a pena buscar pensamentos alternativos que ocupem a mente e sejam produtivos. Há quanto tempo você fala de ler aquele livro, fazer aquele curso on-line ou mesmo começar aquela faxina. Esses podem parecer exemplos bobos, mas podem fazer toda a diferença.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Psicologo Gabriel P. Nunes

CRP  06/107880

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