Como a ansiedade pode ser produtiva ao invés de geradora de incertezas.


Há mais de 50 anos um psicólogo estadunidense afirmou que doze pensamentos podem “enlouquecer” um homem. Um deles, é o que vamos discutir aqui, é o de número quatro, “diante de uma situação assustadora costumo ficar preso a um mesmo pensamento e/ou ficar pensando no que pode acontecer” (Albert Ellis, adaptado).

Provavelmente isso já aconteceu a você, e diante do que vivemos nesse momento (pandemia do COVID-19 e distanciamento social) muitos estão com esse pensamento agora. “O que será do país?”, “o que será de mim?”. A mente tenta sempre proteger-se e diante de uma incerteza pensa inúmeras situações e alternativas para se preparar, são infinitas vertentes, então a mente nunca para. São perguntas que nos deixam ansiosos, são as incertezas que nos deixam com medo e apreensivos. Mas será que ficar preso ao pensamento vai ser a melhor solução?

Grande parte dos nossos medos são irracionais, ou supervalorizados. Nós iremos sobreviver, desde que sigamos as orientações. Mas o quanto o medo te paralisa? O quanto a ansiedade diminui sua produtividade? O quanto esse tempo está sendo aproveitado para se preparar para um recomeço próximo?

Em muitos países onde a neve cobre todas as superfícies, as grandes árvores abdicam de suas frondosas copas, deixando cair folha por folha, até restarem galhos vazios e retorcidos. Quando a neve chega, queima todas as outras plantas, mas as que se resguardaram voltam com muito mais força durante a primavera.

A preocupação é como uma cadeira de balanço, nos dá o que fazer, mas não nos leva a lugar algum. Monte uma lista com duas colunas, “o que você pode resolver” e “o que você não pode resolver”, foque então na primeira coluna.

Racionalize, se pergunte, o que passa pela sua cabeça é tão catastrófico? Se, por mais difícil que pareça nesse momento, é possível erguer-se novamente? Nesse momento, vale a pena buscar pensamentos alternativos que ocupem a mente e sejam produtivos. Há quanto tempo você fala de ler aquele livro, fazer aquele curso on-line ou mesmo começar aquela faxina. Esses podem parecer exemplos bobos, mas podem fazer toda a diferença.

Psicologo Gabriel P. Nunes

CRP 06/107880

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