Dia 18/02, Dia Internacional da Síndrome de Asperger

February 18, 2020

 

 

Mas, o que isso quer dizer?

 

Em 1944, Hans Asperger, psquiatra e pesquisador Austríaco, apresentou à comunidade científica os resultados de estudo com crianças, que possuíam características semelhantes às dos autistas. Ele era categórico em afirmar que essas crianças possuíam o mesmo comprometimento em estabelecer relações sociais, mas eram crianças com inteligência normal (Martins 2009).

 

No DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, usado para classificação das doenças mentais no Brasil e nos Estados Unidos), os Transtornos Globais do Desenvolvimento englobavam cinco transtornos caracterizados por grave comprometimento, em inúmeras áreas do desenvolvimento. Eram eles: Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno de Asperger e Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. Esse grupo de transtornos era caracterizado por severas dificuldades nas interações sociais com manifestações desde a primeira infância.

 

A partir de 2013, o DSM-IV deixou de fazer referência à Síndrome de ASPERGER, unificando todos os sintomas como Transtorno do Espectro Autista.

 

Em sendo um espectro, temos níveis diversos de comprometimento, que hoje são divididos em Nível Leve, Moderado ou Severo. Os antigos Asperger, classificados hoje como Autistas de Alto Funcionamento, são os autistas denominados de "leves".

 

Um indivíduo autista, para ser considerada de alto funcionamento, não pode ter retardo mental associado, nem atraso significativo na fala. Alguns podem ser hiperléxicos, ou seja, atraídos por símbolos como letras e números, podendo inclusive desenvolver a leitura ainda em fase de educação infantil, antes dos 5 anos, e de forma autodidata  Apesar de lerem palavras com perfeição, não conseguem interpretar a própria leitura.

 

A criança autista apresenta outras características como: dificuldade de sociabilização, desejo de isolar-se, pouco contato visual, dificuldade de comunicação, são transliterais na interpretação do que se fala (ex: se alguém lhe diz estar morrendo de fome, ele acredita literalmente), e em determinadas situações usam observações inadequadas, em momentos inadequados.

 

Geralmente essas crianças tem hiper-foco em algum assunto, tornam-se especialistas em algo específico, gostando demais de um determinado assunto, buscam informações constantemente para aprimoramento dos seus conhecimentos.

 

 

 

 

Iná Regina Vizeu Chioatto

Psicóloga CRP 06/31799

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